
No Brasil, os ataques de ransomware ao setor de saúde cresceram 146% em 2024, passando de 6,5 mil para 16 mil tentativas, segundo a Kaspersky. No mesmo período, o setor saltou do 7º para o 3º lugar no ranking dos mais atacados no país. Globalmente, o custo médio de uma violação de dados em instituições de saúde chegou a US$ 7,42 milhões por incidente em 2025, segundo a IBM.
O setor de saúde não é um alvo ocasional. É um alvo prioritário, e os números mostram que a tendência se intensifica.
Por que o setor de saúde é um alvo prioritário
Clínicas e hospitais reúnem características que os tornam altamente atrativos para ataques cibernéticos. A combinação entre alto volume de dados sensíveis e necessidade de operação contínua cria um cenário de risco estrutural.
Os fatores que mais contribuem para essa vulnerabilidade incluem o grande volume de informações pessoais e clínicas que circulam diariamente entre sistemas, a presença frequente de sistemas legados com limitações de atualização, a dependência total de tecnologia para atendimento e o histórico de baixo investimento em segurança em comparação com outros setores.
Segundo o relatório State of Ransomware in Healthcare 2025 da Sophos, a principal fraqueza organizacional identificada pelas próprias instituições atacadas foi a falta de profissionais de cibersegurança monitorando os sistemas ativamente, citada por 42% das vítimas. Não é uma questão apenas de tecnologia: é uma questão de capacidade operacional.
Os tipos de ataque mais comuns no setor
Os ataques ao setor de saúde não são apenas técnicos: impactam diretamente a operação e o atendimento ao paciente.
Ransomware é o mais frequente. O ransomware bloqueia sistemas e dados, exigindo pagamento para liberação. Em ambientes hospitalares, isso pode significar perda de acesso a prontuários, suspensão de cirurgias e interrupção completa do atendimento. Em 2025, os ataques de extorsão sem criptografia triplicaram no setor de saúde em relação a 2022/2023, chegando a 12% dos incidentes, o maior índice entre todos os setores pesquisados pela Sophos. Os atacantes perceberam que a sensibilidade dos dados médicos é suficiente para pressionar as instituições mesmo sem bloquear sistemas.
Vulnerabilidades exploradas tornaram-se a principal porta de entrada técnica em 2025, presentes em 33% dos ataques ao setor, superando credenciais comprometidas pela primeira vez em três anos, segundo a Sophos. Sistemas desatualizados e sem monitoramento ativo são o caminho mais comum.
Phishing direcionado usa e-mails falsos que simulam comunicações legítimas para enganar colaboradores. Um clique indevido pode abrir acesso a sistemas internos inteiros, e o ambiente hospitalar, com grande volume de comunicações externas diárias, é especialmente vulnerável a esse vetor.
Vazamento de dados ocorre quando informações de pacientes são expostas ou acessadas sem autorização. Além do impacto operacional imediato, expõe a instituição a penalidades da LGPD e gera danos reputacionais de longo prazo.
O que está em jogo além do financeiro
No setor de saúde, os impactos de um incidente vão muito além do prejuízo financeiro. O custo médio de uma violação de dados no setor chegou a US$ 7,42 milhões por incidente em 2025, segundo a IBM, o mais alto entre todos os setores analisados. Mas os efeitos mais críticos são operacionais.
A indisponibilidade de sistemas pode comprometer diagnósticos, atrasar procedimentos urgentes e afetar diretamente a segurança dos pacientes. No Healthcare Innovation Show 2025, especialistas de grandes instituições brasileiras alertaram que hospitais vítimas de ransomware registram aumento de 30% na mortalidade, com dispositivos médicos conectados ficando indisponíveis durante os ataques.
A proteção de dados dos pacientes não é apenas uma exigência regulatória: é uma responsabilidade operacional diretamente ligada à continuidade do atendimento e à segurança das pessoas.
O que uma estratégia de cibersegurança precisa contemplar na saúde
Para reduzir riscos de forma consistente, a cibersegurança de clínicas e hospitais precisa ser estruturada em práticas contínuas, não em ações isoladas.
Os elementos essenciais incluem monitoramento contínuo do ambiente de TI para identificar ameaças antes que causem impacto, gestão ativa de vulnerabilidades com atualização regular de sistemas, controle rigoroso de acessos e permissões por perfil de usuário, backups seguros testados regularmente e protegidos contra comprometimento, e treinamento das equipes para reduzir falhas humanas, que seguem sendo um dos principais vetores de entrada.
A proteção da infraestrutura depende da integração entre tecnologia, processos e pessoas. Cada elemento isolado cria uma brecha que os atacantes sabem explorar.
Como a Exact Solution protege ambientes de saúde
A Exact Solution atua ao lado de instituições de saúde com uma abordagem estruturada de cibersegurança, considerando as particularidades operacionais do setor.
O foco está em garantir a continuidade dos sistemas críticos de atendimento, proteger dados sensíveis de pacientes com controle de acesso e monitoramento proativo, reduzir a superfície de ataque antes que incidentes aconteçam e apoiar a conformidade com a LGPD com processos estruturados de gestão de dados.
Mais do que responder a incidentes, a atuação é orientada à prevenção. A instituição passa a ter visibilidade real sobre os riscos do ambiente e controle sobre a operação tecnológica.
Perguntas frequentes sobre cibersegurança em hospitais
Por que o setor de saúde é tão visado por ataques? A combinação de dados altamente sensíveis, sistemas legados e necessidade de operação ininterrupta cria um ambiente vulnerável. No Brasil, os ataques ao setor cresceram 146% em 2024, segundo a Kaspersky, reflexo direto dessa fragilidade estrutural.
O que é ransomware e como ele afeta hospitais? Ransomware é um ataque que criptografa sistemas e dados, exigindo pagamento para liberar o acesso. Em hospitais, pode paralisar prontuários, sistemas de monitoramento e agendamentos. Em 2025, os ataques de extorsão sem criptografia triplicaram no setor, mostrando que os atacantes evoluíram suas táticas para explorar a sensibilidade dos dados médicos, segundo a Sophos.
A LGPD se aplica a clínicas e hospitais? Sim. Dados de saúde são classificados como dados pessoais sensíveis pela LGPD e exigem proteção reforçada. Vazamentos podem resultar em sanções da ANPD, além de danos reputacionais significativos.
Qual a principal causa técnica dos ataques em 2025? Vulnerabilidades exploradas em sistemas desatualizados, presentes em 33% dos ataques ao setor de saúde em 2025, segundo a Sophos. É o vetor mais comum e também o mais prevenível com monitoramento e atualização contínua.
Como reduzir o risco de ataques em uma instituição de saúde? Monitoramento contínuo, gestão ativa de vulnerabilidades, controle de acesso por perfil, backups testados regularmente e treinamento de equipes são os pilares básicos. Uma abordagem proativa reduz a janela de exposição antes que um ataque se concretize.
Conclusão
O crescimento dos ataques ao setor de saúde no Brasil e no mundo não é pontual. É reflexo da criticidade dessas operações e da fragilidade histórica da infraestrutura de TI no setor. A cibersegurança de hospitais e clínicas precisa ser tratada como parte essencial da gestão, não como um complemento opcional.
Ao estruturar uma estratégia adequada, a instituição reduz vulnerabilidades, protege dados de pacientes e garante continuidade no atendimento.
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